domingo, 25 de abril de 2010

Autonomia, interdisciplinaridade e currículo

Autonomia é uma palavra grega cujo significado é a capacidade de se reger pelas próprias leis. O autônomo é um ser livre, não depende de ninguém para praticar as suas ações.
Sendo assim, não se pode imaginar um professor que não faça uso da sua autonomia na sala de aula. Ele tem que ser dotado de uma postura firme e ao mesmo tempo flexível perante seu alunado.
Ao se referir a interdisciplinaridade, não se pode esquecer os projetos que o professor de uma maneira geral, lança a mão e com a sua autonomia, usa de flexibilidade para oferecer ao educando um melhor entendimento. Não importa se muitas vezes é imposto ao educador um currículo com vários conteúdos, porém ao professor cabe a autonomia de como apresentá-lo na sua disciplina, na sua área de conhecimento, onde o mesmo é capacitado de como deva gerenciar os assuntos, que devem ser peneirados, pois se sabe que é impossível se dar tudo o que apresenta o currículo.
Deve-se, sobretudo, respeitar o aluno, quanto ao seu ritmo, tempo e condições de aprendizagem, pois é notória, atualmente, a grande dificuldade por parte do aluno em aprender.
Hoje o curriculo que é ofertado ao professor como uma receita de bolo, cheio de conteúdo como se o aluno tivesse que digerir todo ele. Isso sem falar no currículo das editoras.Mas deve-se ressaltar que como professores, autônomos, temos que também utilizar o currículo da vida, do dia-a-dia, da rotina do aluno pois fazemos parte de uma educação construtivista, onde tentamos melhorar o amanhã.Socorro Brandão .

terça-feira, 6 de abril de 2010

Mídias na Educação

Educar é transpor barreiras, é ir além da instrumentalização para aquisição do conhecimento, é dar condições ao ser que esta sendo educado para ir a busca de saberes, reinventar e inventar novos conhecimentos. A escola tem assumido um papel de suma importância com a perspectiva de educação como direito de todos e para todos. É o ideário da educação inclusiva, não só dos menos favorecidos economicamente, dos portadores de deficiências ou outra exclusão, é a inclusão digital em foco, são os novos meios.
Tem se debatido muito sobre o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), em relação à sua inserção na rotina escolar e aos vários benefícios que podem gerar para o trabalho pedagógico. Uma das funções da escola é ser responsável pela transmissão do conhecimento socialmente construído (transmitir cultura) e oferecer às novas gerações o que de mais significativo culturalmente produziu a humanidade. Está, a escola, inserida numa sociedade da informação que necessita, cada vez mais, de mecanismos de difusão do conhecimento eficazes. Sendo uma instituição construída historicamente para atender as aspirações da sociedade devendo atender as necessidades da sua clientela, dos paradigmas da educação e dos princípios presentes na legislação.

A escola tem que estar atenta ao potencial educativo das TICs, pois, o alunado não aprende só na escola. Lévy (1993) reflete que a cinco mil anos a escola está centrada no mestre, onde só ele fala e dita o conhecimento, e diante a realidade das TICs a difusão do conhecimento não é mais a principal função do professor, pois os equipamentos são mais eficazes nesta tarefa. “Estamos, inconscientemente, chegando à civilização planetária." (Dámbrosio, 2000), pelo uso de computadores que nos interliga a todo momento. O virtual e o real de existência paralela, “o virtual existe em potência, e não em ato. No entanto, o real e o virtual não se opõem, eles são apenas, duas maneiras diferentes de se ter e ver a realidade (lévy; 2000)
O trabalho pedagógico integrado as hiper-possibilidades que a telemática nos oferta, não só dinamiza o processo de apreensão e busca do conhecimento, como também, fortalece competências, que para Perrenoud "Competência é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc.), para solucionar uma série de situações". E nós professores podemos trabalhar uma situação real,atual de forma critica-reflexiva à incorporação das TICs no fazer pedagógico, cientes que “a rede tecnológica por si mesma não garante mudanças na educação” , segundo Almeida,no texto: Tecnologias na escola e criação de redes de conhecimento. Mas, a forma como ela é abordada é que faz a diferença.

Texto feito pelas cursistas da Especialização em Mídias na Educação(Socorro Brandão e Aparecida Farias)de um Projeto vivenciado na Escola.

domingo, 4 de abril de 2010

TEXTO X IMAGEM

É grande a influência dos meios de comunicação nos dias atuais, que vem ladeando o ensino-aprendizagem e as escolas não podem desconhecer esse fato que chama a atenção dessa comunidade escolar que vive num contexto democrático detentora de ansiedades e desejos.
A população recebe as notícias em casa através do rádio, mas precisamente pela imagem, através da televisão, não necessitando sair de casa e nem de jornais, revistas, etc. para saber o que se passa pelo mundo.
Qual é a casa, seja do rico ou do pobre, que não possui uma televisão?
Ao passar perto de uma favela, percebi que uma casa de um só vão, possui uma TV, grande, tela plana, onde a vizinhança assistia o jogo de futebol e assim mesmo acontece com as notícias;algumas possuem até antena parabólica,alcançando assim as programações de outros Estados e consequentemente, as internacionais.
Surge então a internet, porém é difícil de aquisição, pois implica em telefone fixo e o preço não é nada em conta. Porém existe a lan house que facilita aos alunos fazerem pesquisas, o que não ocorre nas escolas. Mas, é muito importante ressaltar a importância da escrita, que se vê nas legendas dos filmes.
E a leitura como é que fica?Será que esse morador da favela sabe ler?
Já dizia um escritor “argentino, Alberto Manguel:” Nós acreditamos que os livros contêm o que sabemos sobre o mundo. Mas o que sabemos é que ele não tem sentido e que a ordem do universo é, para nós, equivalente ao caos. Então por que continuamos a ler e a escrever livros?”
Mas a leitura é bem mais que decodificar palavras: é ler o mundo. E, neste mundo moderno, repleto de mensagens imagéticas, a leitura também envolve ler imagens. (Paulo Freire).
Mas, aí lembramos que Gutenberg inventou a imprensa e com ela os textos e imagens se tornaram grandiosos e essa nova invenção passou a ser utilizada por pessoas interessadas, que desejavam registrar os seus conhecimentos mais novos. Por outro lado, a relação entre texto e imagem, sempre fez parte de uma realidade que é a comunicação de idéias e conhecimentos. Hoje, percebemos a presença de imagens com animação, a respeito disso vemos Suzete Venturelli, doutora em Artes e Ciências, professora do Departamento de Artes Visuais, dedicando-se a animação do corpo humano, o que se distancia das imagens tradicionais tornando essas imagens bastante atrativas. Muitos outros estudiosos e especialistas, também se dedicam com os meios de comunicação para facilitar a leitura, a escrita, embora que com a era da Computação tudo é muito moderno e requer um melhor conhecimento dessa potente ciência. Hoje, conta-se com as Artes Gráficas sendo respaldada por uma escola profissionalizante como o SENAI, de jovens e adultos, que se preocupa com a formação deles, de qualidade, elevando o nível de conhecimento, com programas de aperfeiçoamento, de inclusão nos avanços tecnológicos. Socorro Brandão